Ai! Me deu crise! Cansei de contar pros garotinhos que as meninas fingem orgasmo e cansei da expressão de espanto deles, como se nunca tivessem presenciado tal cena. Vou aproveitar que estou longe da TPM e explicar calmamente o que significa fingir o orgasmo. A gente finge alguma coisa quando precisa, não é mesmo? Você já fingiu que estava doente à toa, só para depois ficar rindo sozinho? Gostaria de acreditar que não. Pois é. Uma vez eu fingi para uma professora minha que não poderia participar da aula de laboratório à tarde porque estava com dor de ouvido. Eu teria uma prova e iria afundar, já que não tinha estudado nada. Preferi tentar a sorte. E fingi tão bem que saí da escola com dor de cabeça. Viu? Eu fingi. Fui uma atriz tão perfeita que fiz a prova no dia seguinte. Estudei com dor de cabeça, mas estudei. E fui razoavelmente bem no teste.
No sexo, apesar de não ter prova, a gente sabe que lá no fundinho todo mundo ganha nota no final. A mulher não finge para sacanear o cara. Se é a primeira vez que a gente sai com o mocinho, a gente não traumatiza o cara falando: “Ei, eu não gozei. Espero que eu atinja o orgasmo na próxima, ok?”. Então a gente finge. Para o bem de vocês (e para o nosso, já que num ataque de super auto-estima vocês podem nos acusar de frígidas). Tem mulher mais doidinha que finge para o noivo há cinco anos que goza (essa aí não consegue prever a catástrofe que será a sua vida sexual e, conseqüentemente, a sentimental). Tem mulher que broxa e não quer deixar o cara, literalmente, na mão. Ãhn, o quê? Nããããããããão! Você não sabia que mulher broxava? Sim meu amor, a gente não é máquina de sexo, e como já foi dito por aí e eu achei brilhante, clitóris não é botão de liga-desliga (aproveitando, é clitÓris, e não clítoris). Só que a gente não tem nada pra ficar mole. Sim, somos seres discretos. Quando a gente se excita ou broxa, realmente é difícil perceber, não se culpe. Conseqüentemente, não se culpe por não diferenciar um orgasmo real de um orgasmo falso.
Eu sei diferenciar os meus. Não porque estou na minha pele. São certos atos, certas formas de acontecer que denunciam claramente. Quais são? Não vou contar. Por mais esse nome aí seja um pseudônimo (Lúcia Helena, a que mima você demais, rsss) eu não vou entregar minhas comparsas assim. É, já que pode ter muita mulher por aí que faz a mesma coisa. Aí imagine a cena: você lá, no maior bem-bom, e a mulher começa a apresentar os sinais que eu descrever aqui? Um ditado sábio: o que os olhos não vêem, o coração não sente. Portanto, opto pelo silêncio. Você pode escolher entre ficar bem mais atento a todas as mudanças de comportamento durante o sexo ou visitar mais a gente, aqui no blog. Quem sabe um dia eu mudo de idéia e, durante outra crise, conto tudo?